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_____________________________________________Ás de Copas___
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Patrocinios
[Na ardósia está escrita a palavra "AMOR" em turco in Turquia-2010.]
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Sonhar passa também pelo sorriso de poder sorrir com outro sorriso. Existem pessoas sonhadoras que acreditam e põem mãos á obra. A Filipa Ferreira é uma dessas pessoas, "sonha, acredita e faz". É por este motivo que o "Ás de Copas", um blog sonhador escrito por uma pessoa sonhadora patrocina a candidatura da Filipa.
A Filipa quer fazer uma expedição ao Polo Norte, quer beijar um esquimó, quer mostrar ao Mundo a ardósia que faz sempre parte da sua bagagem, quer mostrar que os Portugueses quando se unem são capazes de ser maiores que o Mundo inteiro. Este concurso é a nivel Mundial, concorrem pessoas de todo o Mundo e a Filipa só tem até ao meio-dia oriental do dia 15 de Fevereiro de 2011 para angariar o máximo de votos. E ganhar! Votar é simples, basta entrar aqui , clicar em "login", de seguida clicar em "connect with Facebook", e para terminar mesmo de baixo da foto clicas em "Vote por this entry".
Para esclarecer qualquer dúvida acerca deste concurso ou acerca da forma como podes dar o precioso voto á Filipa podes aceder aqui.
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Muito Obrigada...
_____________________________________________Ás de Copas___
CCXXXIX
CCXXXVIII
Fechar a porta. Tudo se resume a fechar a porta e olhar em frente. Rodopiar sobre as voltas na fechadura e dançar sobre a melodia do metal perfeitamente enlaçado na memória da chave. Como um enigma que se escancara do outro lado do mundo. Como um mundo paralelo, fechado, unicamente visitado por mim, quando eu então forasteira, por ele quiser voltar a viajar. Fechar a porta. Tudo se resume a fechar a porta e olhar em frente._____________________________________________Ás de Copas___
CCXXXVII
Saíste de ti na esperança de retribuires a ansiedade de pouco te pertenceres. O que tu não sabes é que saudade não fere a carne. O que tu não sabes é que a saudade alimenta a alma, mata a fome de olhos fechados e chora sorrisos imensos que nunca se esquecem. O que tu não sabes é que a distância da minha retina aos teus lábios é do tamanho de uma lágrima, da lágrima que te beija, quando só a saudade é longe para te encontrar..._____________________________________________Ás de Copas___
CCXXXVI
O sorriso que não se encontra pode esconder-se atrás da voz. E então, sem sentido, a solidão de um silêncio parado entre as sombras move-se. Solta-se o tempo, o tempo que permanece aceso, o tempo que limpa e aprofunda o céu oferecendo-me estrelas onde não as há._____________________________________________Ás de Copas___
CCXXXIV
Todas as horas me doem e todos os minutos me arranham as entranhas. Sangro doces vitórias nesta derrota amarga sobre mim mesma. As pulsações, uma a uma, derrubam-me e fecham-me mais dentro do túmulo dos meus medos que gritam hemorragias de fantasmas a cortar-me a carne. Eu sei, vivo-me á luz da sombra que me enlouquece e me adormece no desassossego insuportável de ser mais eu. _____________________________________________Ás de Copas___
CCXXX
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CCXXIX
CCXXVIII
Acompanha-me o puro andamento da vida, amor. E ombro a ombro com o tempo que deixámos atrás de nós exaltam-se rios notívagos a marulhar saudades nas noites longas de Lua Cheia. Tão só a nossa praia. A mesma praia onde naufraguei na areia do teu corpo e por onde corri ao sabor salgado das tempestades nas minhas veias. São mares revoltos que se estendem á nossa frente. Imensos mares diurnos, solitários, no mais puro andamento da vida, amor. _____________________________________________Ás de Copas___
CCXXVII
Usei as vestes da ira para cobrir o vazio que me doía por me sentir tão incapaz de me dar [a ti]. Fui [-te] tão pouco que, se desarmada da voz que emprestei a cada uma das silabas seria capaz de me desfazer em pó de nada. Cega [por ti] desnudei toda insuficiência de conseguir mostrar [-te] mais do muito que ocultei. Ali fui apenas uma necessitada [de ti], trajei-me de despedida para não abrir caminho ao medo de dizer [-te] o tanto que me falta dizer do Amor que sinto [por ti]._____________________________________________Ás de Copas___
CCXXV
Toda a expectativa como um jogo impreciso das nossas vidas. Sobre a mesa espalhámos todos os ases como roupas despidas a colorir um chão sem cor. Tantas e tão poucas noites a pingar Luas quentes e empates disputados nos naipes das nossas mãos. Embaralhámo-nos e voltámo-nos a dar em subtilezas de sedução com a certeza que era o Amor que mais valia. Apostámos sem medo toda a vontade de ganharmos pontos a um tempo que não era o nosso. No auge da vitória arriscámos novas regras e perdemos tudo. Jogámos a carta da derrota sabendo que juntos conseguimos ser um baralho inteiro..._____________________________________________Ás de Copas___
CCXXIII
Amanheci numa melancolia quase nocturna... A saudade dormente, nostalgia de tantos impulsos a entrar peito adentro quis gritar caminhos, corre-los sem regresso e não mais voltar. Despertaram todas as palavras emaranhadas entre os dedos e sangrou a dor de um desejo vincado na pele: devolve-me a serenidade no primeiro pensamento teu onde me avistares..._____________________________________________Ás de Copas___
CCXXII
. Sinopse
. I-X
. XI-XX
. XXI-XXX
. XXXI-XL
. XLI-L
. LI-LX
. LXI-LXX
. LXXI-LXXX
. LXXX-XC
. XCI-C
. CI-CX
. CXI-CXX
. CXXI-CXXX
. CXXXI-CXL
. CXLI-CL
. Rascunhos
. Posfácio
. Sinopse
. Anterrosto
. Dedicatória
. CLI-CLX
. CLXI-CLXX
. CLXXI-CLXXX
. CLXXXI-CLXL
. CLXLI-CC
. CCI-CCX
. CCXI-CCXX
. CCXXI-CCXXX
. Fim
. Errata
. Posfácio
. Marcadores De Página
Sou uma espécie de carta de jogar, de naipe antigo e incógnito, restando única do baralho perdido.
Não tenho sentido, não sei do meu valor, não tenho a que me compare para que me encontre, não tenho a que sirva para que me conheça.
E assim, em imagens sucessivas em que me descrevo – não sem verdade, mas com mentiras – vou ficando mais nas imagens do que em mim, dizendo-me até não ser, escrevendo com a alma como tinta, útil para mais nada do que para se escrever com ela.
Mas cessa a reacção, e de novo me resigno.
Volto em mim ao que sou, ainda que seja nada.
E alguma coisa de lágrimas sem choro arde nos meus olhos, alguma coisa de angústia que não houve me empola asperamente a garganta seca.
Mas ai, nem sei o que chorara, se houvesse chorado, nem porque foi que o não chorei.
A ficção acompanha-me, como a minha sombra.
E o que quero é dormir.
- Bernardo Soares -
















